A Tailândia é o país asiático que mais cresce entre os destinos escolhidos por brasileiros — e não é difícil entender por quê. Em um único país você encontra praias de água turquesa no sul, templos budistas milenares em Bangkok, montanhas e elefantes no norte, e uma gastronomia de rua que rivaliza com qualquer cozinha do mundo. Tudo isso com um custo de vida que faz o real render muito mais do que na Europa ou nos Estados Unidos.
Este guia foi escrito para quem vai pela primeira vez. Aqui você vai encontrar tudo o que precisa: documentos obrigatórios, melhor época para ir, quanto custa, como se locomover, onde ficar, o que não pode perder — e os erros mais comuns que brasileiros cometem e que você vai evitar.
O que Torna a Tailândia Especial para Brasileiros
A Tailândia tem algo que poucos destinos asiáticos oferecem ao mesmo tempo: infraestrutura turística sólida, diversidade de experiências e preço acessível. Não é à toa que o país recebe mais de 35 milhões de turistas por ano.
Para o brasileiro, há ainda uma vantagem específica: não precisa de visto. Você chega, passa pela imigração e fica até 90 dias sem burocracia extra. Isso elimina uma das maiores barreiras que travam brasileiros antes de escolher um destino asiático.
O país também é geograficamente diverso de uma forma que funciona bem para uma primeira viagem. Bangkok fica no centro, servindo como hub aéreo. O norte tem Chiang Mai, a capital cultural do país. O sul tem as ilhas e praias. Em 10 a 15 dias você consegue cobrir os três cenários sem se sentir apressado.
Documentos Obrigatórios para Entrar na Tailândia
Este é o ponto onde mais brasileiros erram. Preste atenção em cada item — qualquer um deles pode impedir seu embarque ou sua entrada no país.
Passaporte com validade mínima de 6 meses
Seu passaporte precisa ter pelo menos 6 meses de validade a partir da data de entrada na Tailândia, não da data de saída do Brasil. Se seu passaporte vence em 5 meses, você não embarca. Não arrisque — renove com antecedência.
Se você ainda não tem passaporte, veja nosso guia completo sobre como tirar passaporte brasileiro antes de continuar o planejamento.
Certificado de Vacinação contra Febre Amarela (obrigatório)
Este é o documento que mais pega de surpresa na hora do check-in. O Brasil é país endêmico de febre amarela, então a Tailândia exige o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) na chegada. O certificado de vacinação comum do posto de saúde não é aceito — você precisa do documento internacional.
Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência para garantir validade. O CIVP é emitido nos postos de saúde credenciados pelo Ministério da Saúde, gratuitamente.
TDAC — Cartão Digital de Chegada (novo desde maio de 2025)
A partir de 1º de maio de 2025, todos os viajantes estrangeiros precisam preencher o Thailand Digital Arrival Card (TDAC) até 72 horas antes do embarque. Este formulário digital substituiu o antigo cartão em papel TM6 que era preenchido no avião.
O preenchimento é feito pelo site oficial do governo tailandês. Você vai precisar informar: dados do passaporte, voo de chegada, endereço de hospedagem nos primeiros dias e informações de saúde básicas. Guarde o comprovante no celular — ele pode ser solicitado na imigração.
Comprovantes de viagem
Embora nem sempre sejam pedidos, tenha no celular (ou impresso): passagem de volta confirmada e reserva de hotel para pelo menos os primeiros dias. A imigração tailandesa tem o direito de solicitar esses documentos e recusar entrada de quem não os apresentar.
Seguro viagem
Tecnicamente não é obrigatório para entrar na Tailândia, mas é fortemente recomendado. Atendimento médico no país pode ser excelente — e caro. Uma intoxicação alimentar simples já justifica o custo de uma apólice. Se você vai praticar mergulho, caiaque ou trekking, verifique se o seguro cobre atividades esportivas, pois muitas apólices excluem essas modalidades.
Veja nosso guia sobre como contratar seguro viagem para a Tailândia para escolher a cobertura certa.
Melhor Época para Visitar a Tailândia
A maioria dos guias simplifica demais esse tema e te diz que “novembro a março é o melhor período”. Isso está certo — mas incompleto. A Tailândia tem dois regimes de chuva diferentes dependendo da costa, e ignorar isso pode arruinar uma viagem de praia.
Costa Oeste (Bangkok, Chiang Mai, Phuket, Koh Phi Phi, Krabi)
A estação chuvosa na costa oeste vai de abril a outubro. Nesse período as chuvas são frequentes, especialmente à tarde. O mar fica agitado e alguns passeios de barco são cancelados.
A alta temporada vai de novembro a março: clima seco, temperaturas amenas (25–30°C), mar calmo e ideal para mergulho e snorkeling. Janeiro e fevereiro são os meses mais agradáveis.
Costa Leste (Koh Samui, Koh Tao, Koh Phangan)
Na costa leste o regime é invertido: a estação chuvosa vai de setembro a dezembro. Isso significa que quando Phuket está no auge da temporada (novembro-março), Koh Samui pode estar com chuvas frequentes.
Se o seu plano é combinar Bangkok com ilhas no sul, essa distinção é fundamental. Para Koh Samui, os melhores meses são janeiro a agosto.
Exceção: o Festival Songkran (abril)
Abril cai bem dentro da estação chuvosa na costa oeste, mas é o mês do Songkran, o Ano Novo Tailandês e um dos festivais mais animados do mundo. Bangkok e Chiang Mai viram uma grande batalha d’água pelas ruas — uma experiência única que vale considerar mesmo fora da alta temporada. Só prepare-se para o calor intenso (36–40°C) e para molhar tudo que você tiver no corpo.
Quanto Custa Viajar para a Tailândia
A Tailândia é barata — mas “barato” é relativo ao seu estilo de viagem. Abaixo uma estimativa realista para diferentes perfis de viajante brasileiro.
Passagem aérea
Não há voos diretos do Brasil para Bangkok. As conexões mais comuns saem de São Paulo (GRU) com escala no Oriente Médio (Qatar Airways via Doha, Emirates via Dubai, Turkish Airlines via Istambul) ou na Europa (KLM via Amsterdã, Lufthansa via Frankfurt).
O tempo total de viagem fica em torno de 24 a 30 horas dependendo da escala. Os preços variam bastante com a antecedência e a época:
- Baixa temporada (abril–outubro): R$ 3.500 a R$ 5.500 ida e volta
- Alta temporada (novembro–março): R$ 5.000 a R$ 9.000 ida e volta
Comprar com 4 a 6 meses de antecedência tende a garantir os melhores preços. Veja nossas dicas sobre como comprar passagem aérea barata para economizar nessa etapa.
Hospedagem
A Tailândia oferece uma amplitude enorme de opções:
- Hostels e guesthouses: R$ 60 a R$ 150 por pessoa/noite
- Hotéis 3 estrelas: R$ 200 a R$ 400 por quarto/noite
- Hotéis 4 estrelas: R$ 350 a R$ 700 por quarto/noite
- Resorts de luxo em Phuket ou Koh Samui: R$ 800 a R$ 2.000+ por quarto/noite
Nos destinos de praia, principalmente nas ilhas, os preços sobem consideravelmente em relação a Bangkok.
Alimentação
A gastronomia de rua tailandesa é uma das melhores do mundo — e baratíssima. Um prato no mercado noturno ou em uma barraca custa entre 30 e 80 Baht (R$ 5 a R$ 14). Restaurantes com ar-condicionado voltados ao turismo cobram entre 150 e 400 Baht (R$ 25 a R$ 70) por refeição.
Se você comer onde os tailandeses comem, vai gastar muito menos do que imagina.
Orçamento diário estimado
| Perfil | Diária estimada (por pessoa) |
| Mochileiro econômico | R$ 150 a R$ 250 |
| Viajante intermediário | R$ 300 a R$ 500 |
| Conforto (hotel 4★ + restaurantes) | R$ 600 a R$ 900 |
| Luxo | R$ 1.200+ |
Esses valores incluem hospedagem, alimentação e transporte local, mas não incluem passagem aérea nem passeios.
Moeda e câmbio
A moeda da Tailândia é o Baht (THB). O real brasileiro não é aceito para câmbio no país — leve dólares americanos ou euros. Uma dica importante: leve notas novas (emitidas após 2013), sem rasuras ou dobras. As casas de câmbio tailandesas recusam notas velhas ou danificadas. Notas de US$ 50 e US$ 100 têm taxa de câmbio melhor que notas menores.
Cartões internacionais funcionam em shoppings, hotéis e restaurantes turísticos, mas boa parte dos mercados de rua, templos e transporte local só aceita dinheiro em espécie.
Como Chegar e Sair da Tailândia
Aeroporto de Bangkok
Bangkok tem dois aeroportos internacionais:
- Suvarnabhumi (BKK): o principal, onde chegam a maioria dos voos internacionais vindos do Brasil
- Don Mueang (DMK): aeroporto de voos regionais e companhias low-cost asiáticas (AirAsia, Nok Air)
Do Aeroporto Suvarnabhumi até o centro de Bangkok você tem três opções: o Airport Rail Link (trem expresso, mais barato, ~R$ 12, 30 min), táxi medido (~R$ 80 a R$ 120 dependendo do tráfego) ou transfer privado (~R$ 150 a R$ 200).
Atenção: o tráfego de Bangkok é caótico, principalmente nos horários de pico. Se você chega de dia, o trem é quase sempre a opção mais rápida e previsível.
Principais Destinos da Tailândia
Bangkok — a capital impossível de ignorar
Bangkok é caótica, vibrante e cheia de contradições. Em um mesmo dia você visita templos budistas milenares de manhã, almoça em um mercado de rua com 50 opções por R$ 10, passa a tarde em um shopping ultramoderno e à noite sobe em um rooftop bar com vista para um horizonte de arranha-céus iluminados.
Os pontos obrigatórios para quem visita pela primeira vez:
- Wat Pho: templo do Buda reclinado de 46 metros, um dos mais antigos de Bangkok. Entrada: 200 Baht
- Grand Palace e Wat Phra Kaeo (Templo do Buda de Esmeralda): o complexo mais icônico do país. Entrada: 500 Baht. Vista trajes adequados — ombros e joelhos cobertos são obrigatórios
- Wat Arun (Templo do Amanhecer): às margens do rio Chao Phraya, ainda mais impressionante ao entardecer. Entrada: 100 Baht
- Mercados flutuantes: Damnoen Saduak (o mais famoso, 80km de Bangkok) ou os canais de Thonburi (dentro da cidade, menos turístico e mais autêntico)
- Khao San Road: a rua mais famosa dos mochileiros. Agitada, barata e divertida — ou irritante, dependendo do seu perfil
Para um guia detalhado de como aproveitar a capital em apenas um dia, leia nosso roteiro completo de 1 dia em Bangkok.
Chiang Mai — o norte cultural
A segunda maior cidade da Tailândia é o polo cultural do norte. Cercada por montanhas, com um centro histórico medieval preservado e uma cena de comida de rua que muitos colocam acima de Bangkok, Chiang Mai é obrigatória para quem quer entender a Tailândia além das praias.
Destaques:
- Doi Suthep: templo no topo da montanha com vista panorâmica da cidade. A subida pelos 309 degraus da escadaria é parte da experiência
- Mercado Noturno de Chiang Mai (Night Bazaar): artesanato local, comida regional, e uma atmosfera completamente diferente de Bangkok
- Elephant Nature Park: o santuário de elefantes mais respeitado do país — os animais vivem em liberdade e a interação não inclui montaria ou shows. Reserve com antecedência, as vagas esgotam rápido
- Old City: o centro histórico com muros e fosso medievais preservados. Caminhável, com templos em cada esquina
O Sul — ilhas e praias
O sul da Tailândia é onde estão as imagens que você viu em fotos: pedras calcárias emergindo do mar turquesa, praias de areia branca, mergulho com visibilidade de 20 metros. As principais opções para uma primeira viagem:
Phuket: a maior ilha do país, com a melhor infraestrutura turística. Praia de Patong é a mais movimentada. Para quem quer praia com conforto e sem complicação, Phuket entrega. A região de Kata e Karon tem praias mais tranquilas.
Krabi e Railay Beach: acessível de barco (não há estrada), Railay é cercada de falésias calcárias e tem praias que parecem irreais. Uma das paisagens mais fotografadas do Sudeste Asiático.
Koh Phi Phi: ficou famosa com o filme “A Praia” (rodado em Maya Bay, aqui). Muito turística e animada à noite. Maya Bay foi fechada para recuperação ambiental e reaberta com controle de visitantes — reserve o passeio com antecedência.
Koh Lanta: a alternativa mais tranquila para quem foge da agitação de Phi Phi. Praias longas, ritmo mais lento, boa opção para casais e famílias.
Koh Samui (costa leste): a segunda maior ilha do país, com boa infraestrutura e praias organizadas. Lembre-se do regime de chuvas diferente — verifique a época antes de escolher.
Como se Locomover Dentro da Tailândia
Entre cidades
- Voos domésticos: Bangkok Airways, Thai Airways e AirAsia conectam Bangkok às principais cidades e ilhas. Recomendado para distâncias longas (Bangkok–Phuket ou Bangkok–Chiang Mai). Passagens saem de R$ 80 a R$ 250 reservadas com antecedência
- Trem: a rede ferroviária conecta Bangkok a Chiang Mai ao norte e Surat Thani ao sul. Confortável e bonito, especialmente no trem noturno com couchette. Reservas pelo site oficial da State Railway of Thailand
- Ônibus VIP: opção econômica para trajetos médios. Saem do terminal de ônibus Mo Chit em Bangkok
Dentro das cidades
Em Bangkok, o sistema BTS (metrô aéreo) e o MRT (metrô subterrâneo) são eficientes, limpos e baratos — a melhor forma de fugir do trânsito. Tuk-tuks são divertidos para trajetos curtos, mas sempre negocie o preço antes de entrar. Grab (equivalente ao Uber na Ásia) funciona bem e é mais confiável que táxis na rua.
Para um guia completo de transporte no país, veja nosso artigo sobre como se locomover na Tailândia.
Onde Ficar na Tailândia
A escolha do bairro onde você se hospeda impacta muito a experiência, especialmente em Bangkok.
Bangkok:
- Riverside (às margens do Chao Phraya): acesso fácil aos templos históricos e hotéis de luxo com vista para o rio. Mais caro
- Sukhumvit: bairro moderno com ótima conexão ao BTS, cheio de restaurantes, bares e shoppings
- Silom: área de negócios com boa localização central, mais tranquilo à noite
- Khao San Road: área mochileira, animada 24h, barata. Recomendado para viajantes jovens que querem conhecer outros viajantes
Phuket:
- Patong: a praia mais movimentada, com muita vida noturna. Ideal para quem quer animação
- Kata/Karon: praias mais tranquilas a poucos quilômetros de Patong. Melhor opção para famílias
Para um guia detalhado dos bairros de Bangkok, leia nosso artigo sobre onde ficar em Bangkok.
Costumes e Regras Importantes
Respeitar a cultura local não é apenas cortesia — algumas regras têm consequências sérias para quem as ignora.
Templos: cubra ombros e joelhos ao entrar em qualquer templo. Muitos alugam sarongues na entrada, mas é mais prático levar uma canga leve. Tire os sapatos antes de entrar nas áreas internas. Nunca aponte os pés para imagens de Buda.
Monarquia: falar mal do rei ou da família real na Tailândia é crime com pena de prisão de 3 a 15 anos — e a lei se aplica a estrangeiros. Seja cuidadoso com comentários e nas redes sociais.
Budas e imagens religiosas: é crime exportar imagens de Buda sem autorização. Não compre estátuas grandes para levar para casa sem verificar a legislação.
Tráfico de drogas: as penas na Tailândia para posse e tráfico de drogas são extremamente severas, incluindo prisão perpétua e pena de morte. Não há exceções para turistas.
Trajes em público: nas praias é normal usar biquíni e sunga. Fora das praias, roupas mais cobertas são esperadas, especialmente em áreas com templos ou mercados locais.
Erros Comuns de Brasileiros na Tailândia
Depois de analisar dezenas de relatos de brasileiros que viajaram ao país, estes são os erros que mais se repetem:
1. Não preencher o TDAC antes de embarcar. Desde maio de 2025 o formulário é obrigatório. Sem ele, você pode ter problemas no check-in no Brasil e na imigração tailandesa.
2. Não levar o CIVP de febre amarela. O certificado internacional é diferente da carteirinha do posto. Muitos viajantes chegam ao aeroporto com o documento errado.
3. Ignorar o regime de chuvas por costa. Planejar uma viagem de praia em Phuket em outubro é erro clássico. Verifique qual costa você vai visitar e a época ideal para ela.
4. Levar reais para trocar. O real não é aceito nas casas de câmbio tailandesas. Leve dólares ou euros — e leve notas novas.
5. Montar um roteiro geograficamente ilógico. Ir de Bangkok direto para Koh Samui, depois voltar para Chiang Mai, depois descer para Phuket é uma maratona de voos domésticos caros. Mapeie a rota antes de reservar.
6. Não reservar passeios com antecedência na alta temporada. Elephant Nature Park, Maya Bay e os melhores tours de ilhas esgotam com semanas de antecedência entre novembro e março.
Roteiro Sugerido para Primeira Viagem (10 dias)
Este roteiro cobre os três grandes pilares da Tailândia — cidade, cultura e praia — sem correria excessiva.
Dias 1 e 2 — Bangkok: Grand Palace, Wat Pho, Wat Arun, passeio pelos canais de Thonburi. Noite no bairro de Silom ou Sukhumvit.
Dias 3 e 4 — Chiang Mai: Doi Suthep, Old City, Elephant Nature Park (reserve com antecedência), mercado noturno.
Dias 5 a 10 — Sul (Phuket ou Krabi + ilhas): voo de Chiang Mai para Phuket ou Krabi. Dias de praia, snorkeling, passeio de barco para as ilhas (Koh Phi Phi, Railay, Koh Lanta). Regresso para Bangkok no último dia para o voo de volta.
Se você tem mais tempo, adicione 2 dias em Ayutthaya (ruins históricas patrimônio UNESCO, 80km de Bangkok) antes de seguir para Chiang Mai.
Perguntas Frequentes sobre Viajar para a Tailândia
Brasileiros precisam de visto para entrar na Tailândia?
Não. Brasileiros são dispensados de visto para estadias turísticas de até 90 dias. Basta chegar com o passaporte válido (mínimo 6 meses), o CIVP de febre amarela e o TDAC preenchido previamente. O carimbo de entrada é dado na imigração do aeroporto.
Qual a melhor época para viajar para a Tailândia?
Depende do destino dentro do país. Para Bangkok, Chiang Mai e a costa oeste (Phuket, Krabi, Koh Phi Phi), o melhor período é de novembro a março. Para a costa leste (Koh Samui, Koh Tao), os melhores meses são de janeiro a agosto. O mês de abril tem o Festival Songkran, que vale a visita apesar do calor intenso.
Quanto dinheiro levar para a Tailândia?
Leve dólares americanos ou euros — o real não é trocado no país. Uma estimativa segura para um casal em viagem intermediária (10 dias) é US$ 800 a US$ 1.200 em espécie para cobrir alimentação, transporte local, entradas e compras. Cartão internacional cobre o restante nas hospedagens e restaurantes turísticos.
A Tailândia é segura para turistas?
Sim, para a maioria dos casos. A Tailândia tem índice de criminalidade violenta baixo contra turistas. Os riscos principais são golpes comuns (táxis sem taxímetro, lojas de pedras preciosas, “templo fechado hoje”), roubos em praias e acidentes em scooters alugadas sem experiência. Para um guia detalhado, leia nosso artigo sobre segurança na Tailândia para brasileiros.
Quanto tempo de antecedência devo planejar a viagem?
Mínimo 3 meses. Passagens aéreas para a Tailândia sobem bastante perto da data, especialmente na alta temporada (novembro–março). Para alta temporada, planeje com 4 a 6 meses de antecedência.
O que não pode faltar na mala para a Tailândia?
Protetor solar alto fator (o sol asiático é intenso), repelente eficaz contra mosquitos, roupas leves e que cubram ombros e joelhos para visitar templos, uma capa de chuva compacta para a estação chuvosa e medicamentos básicos para problemas digestivos. Para uma lista completa, veja nosso guia sobre o que levar na mala para uma viagem internacional.
Há conexão com internet disponível para turistas?
Sim. Ao chegar no aeroporto de Bangkok você já encontra lojas de chip local. Um chip tailandês com dados ilimitados por 15 dias custa entre R$ 40 e R$ 80 e funciona em todo o país. O sinal 4G cobre bem as principais cidades e ilhas turísticas.
Conclusão
A Tailândia recompensa quem planeja bem e penaliza quem improvisa demais. Os documentos corretos, a escolha da época certa para cada região e um roteiro geograficamente inteligente são a diferença entre uma viagem tranquila e uma sequência de problemas evitáveis.
Se você está partindo do zero no planejamento, o passo mais prático é garantir seu passaporte e o certificado de febre amarela primeiro — são os documentos com maior prazo de obtenção. Depois, defina as datas e compre a passagem com antecedência.
Para aprofundar cada etapa, leia nossos artigos específicos: roteiro completo de 1 dia em Bangkok, como se locomover na Tailândia, segurança na Tailândia para brasileiros e onde ficar em Bangkok.
Khob khun krap — boa viagem.